sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


As Lantejoulas.

A lantejoulas cairam ao chão
Quando olho pro meu peito que confusão
As cores lilás e rosa das lantejoulas se fundiram então
O danada da lantejoula veja só o que plantou no meu coração
O samba que é de estimação.

Olá, como vai seu coração..
O meu já é de brasileiros e estranjeiros
E como é verdadeiro
E o nosso amor ainda está inteiro.

O homen de chapéu atravessou também meu coração
A cabeça roda como as rodas que não param não
O corpo já está ausente e agora é em devoção
Ao samba que é de estimação

Olá como vai seu coração
O meu já é de brasileiros e estranjeiros
E como é verdadeiro
E o nosso amor ainda sinto o cheiro.


Pula-Pula serpentina
Pois é sua sina
Penetra no corpo de
Carolina Serpentina.

Olá como vai seu coração
O meu já é de brasileiros e estranjeiros
E como é verdadeiro
O nosso amor ainda sinto o cheiro.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

JAMELÃO


Jamelão (cantor)


Jamelão

Jamelão canta durante o espetáculo comemorativo da reinaguração da Rádio Nacional.

Informação geral
Nome completo José Bispo Clementino dos Santos
Apelido
Jamelão
Data de nascimento 12 de Maio de 1913

Origem Rio de Janeiro

País
Brasil

Data de morte 14 de Junho de 2008 (95 anos)

Gêneros
Samba, Samba-canção

Instrumentos
voz

Afiliações Francisco Alves
Lupicínio Rodrigues

Jamelão, nome artístico de José Bispo Clementino dos Santos, (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 — Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008) foi um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira.
Biografia
Nasceu no bairro de São Cristóvão e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.
Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.
Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi "corista" do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelto Martins.
A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos. Entre seus sucessos, estão "Fechei a Porta" (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), "Leviana" (Zé Kéti), "Folha Morta" (Ary Barroso), "Não Põe a Mão" (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), "Matriz ou Filial" (Lúcio Cardim), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), "Eu Agora Sou Feliz" (com Mestre Gato), "O Samba É Bom Assim" (Norival Reis/ Helio Nascimento) e "Quem Samba Fica" (com Tião Motorista).
De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira, sendo voz principal a partir de 1952, quando sucedeu Xangô da Mangueira.[1] Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: "Não sei quando volto, mas não estou triste."
Morreu às 4hs do dia 14 de junho de 2008, aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos. O enterro foi no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.
Curiosidades
• Jamelão era torcedor do Club de Regatas Vasco da Gama.


Referências
1. Perfil do cantor
2. Tv Cultura - perfil do entrevistado
3. Morre sambista Jamelão, da Mangueira, aos 95 anos
4. Morre o cantor e intérprete Jamelão
5. "Pensava que seria sempre operário"

Uma parte da história da saudosa Dercy Gonçalves.

Dercy Gonçalves, nome artístico Dolores Gonçalves Costa, (Santa Maria Madalena, 23 de junho de 1907 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 2008) foi uma atriz brasileira, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960.
Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma das maiores expoentes do teatro de improviso no Brasil
Biografia
Oriunda de família pobre, nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro, filha de um alfaiate e de uma lavadeira. Sua mãe, chamada Margarida, abandonou o lar ao descobrir a infidelidade do marido. Dercy foi bilheteira de cinema, além de apresentar-se para hóspedes de hotel em sua cidade natal.
Aos dezessete anos, fugiu de casa e se juntou a uma companhia de teatro. Estreou em 1929, em Leopoldina, integrando o elenco da Companhia Maria Castro. Fazendo teatro itinerante, fez dupla com Eugênio Pascoal em 1930, com quem se apresentou por cidades do interior de alguns estados, sob o nome de "Os Pascoalinos". Em 1934, teve um relacionamento com o exportador de café mineiro Ademar Martins, do qual nasceu sua única filha, Dercimar.
Especializando-se na comédia e no improviso, participou do auge do Teatro de revista brasileiro, nos anos 1930 e 1940, estrelando algumas delas, como "Rei Momo na Guerra", em 1943, de autoria de Freire Júnior e Assis Valente, na companhia do empresário Walter Pinto.
Na década de 1960 iniciou sua carreira solo. Suas apresentações, em diversos teatros brasileiros, conquisatvam um público cheio de moralismos. Nesses espetáculos, gradativamente introduziu um monólogo, no qual relatava fatos autobiográficos. Paralelamente a estas apresentações, atuou em diversos filmes do gênero chanchada e comédias nacionais.
Na televisão, chegou a ser a atriz mais bem paga da TV Excelsior em 1963, onde também conheceu o executivo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Depois passou para a TV Rio e já na TV Globo, convenceu Boni a trabalhar na emissora, junto de Walter Clark. De 1966 a 1969 apresentou na TV Globo um programa de auditório de muito sucesso, Dercy de Verdade (1966-1969), que acabou saindo do ar com o início da Censura no país. No final dos anos 1980, quando a censura permitiu maior liberalismo na programação, Dercy passou a integrar corpos de jurados em programas populares, como em alguns apresentados por Sílvio Santos, e até aparições em telenovelas da Rede Globo. No SBT voltou a experimentar um programa próprio que, entretanto, teve curtíssima duração.
Sua carreira foi pautada no individualismo, tendo sofrido, já idosa, um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso — o que a fez retomar a carreira, já octogenária.

Todas as manhãs, a solidão me deixa deprimida. Moro sozinha, tem três pessoas que se revezam para me acompanhar. Minha filha não mora comigo. Filho não gosta de mãe; é a mãe que gosta do filho. Eles crescem, ganham independência e passam a ter prioridades. Eu me animo no cair da tarde, às 16h mais ou menos. Luto para ter forças para sair. Aí me arrumo, vou pro bingo. Lá, sou muito bem tratada, ganho cartelas e me distraio. À noite, vou a festas, jantares, adoro comer. E volto pra casa, durmo feliz. Assim são meus dias, sem expectativa.

— Dercy, em um desabafo
Recebeu, em 1985, o Troféu Mambembe, numa categoria criada especificamente para homenageá-la: Melhor Personagem de Teatro.
Em 1991, foi enredo ("Bravíssimo - Dercy Gonçalves, o retrato de um povo") do desfile da Unidos do Viradouro, na primeira apresentação da escola no Grupo Especial das escolas de samba do Carnaval do Rio de Janeiro. Na ocasião, Dercy causou polêmica ao desfilar, no último carro, com os seios à mostra.
Sua biografia se intitula Dercy de Cabo a Rabo (1994), e foi escrita por Maria Adelaide Amaral.
Em 4 de setembro de 2006, aos 99 anos, recebeu o título de cidadã honorária da cidade de São Paulo, concedido pela câmara de vereadores desta capital.
Cem anos
No dia 23 de junho de 2007, Dercy Gonçalves completou cem anos com uma festa na praça General Brás, no centro do município de Santa Maria Madalena (sua cidade natal) na região serrana do Rio de Janeiro. Na festa, Dercy comeu bolo, levantou as pernas fazendo graça para os fotógrafos, falou palavrão e saudou o povo, que parou para acompanhar a comemoração. Embora oficialmente tenha completado cem anos, Dercy afirmava que seu pai a registrou com dois anos de atraso, logo teria completado 102 anos de idade[3]. Foi este também o mês em que Dercy subiu pela última vez num palco: foi na comédia teatral "Pout-PourRir" (espetáculo criado e dirigido pela dupla Afra Gomes e Leandro Goulart, que reúne os melhores comediantes da atualidade e do passado), onde comemorou "Cem Anos de Humor", com direito à festa, autógrafos de seu DVD biográfico e um teatro hiper-lotado por um público de fãs, celebridades e jornalistas. A noite, inesquecível para quem estava presente, onde Dercy foi entrevistada pelo ator Luis Lobianco (que interpreta no espetáculo uma sátira à Marília Gabriela), ainda deixou para a história duas frases memoráveis. Numa "Marilia Tagarela" pergunta à atriz se ela tem medo da morte, e Dercy, sempre de forma irreverente responde: "Não tenho medo da morte, a morte é linda... (ela repensa) ...mas a vida também é muito boa!", e no fim, após cortar o bolo com as próprias mãos e atirar nos atores, diretores e platéia, faz o público emocionar-se ainda mais, dizendo: "Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha". Um ano depois viria a falecer um dos maiores mitos da dramaturgia brasileira.

Eu fiz 94 [anos], mas me digo que estou com 95 para me energizar e chegar lá. Escrevem o que eu digo: eu só vou morrer quando eu quiser! Não programo morte, eu programo vida!

— Ao completar 94 anos

A morte é linda...mas a vida também é muito boa!

— Em cena pela última vez no espetáculo Pout-PourRir

Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha.

— Para uma platéia lotada no espetáculo Pout-PourRir
Morte
Morreu com 101 anos,às 16h45, no dia 19 de julho de 2008, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela foi internada na madrugada do sábado dia 19 de julho. A causa da morte teria sido uma complicação decorrente de uma pneumonia comunitária grave, que evoluiu para uma sepse pulmonar e insuficiência respiratória. O estado do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias em memória à atriz. Na mesma semana, Afra Gomes e Leandro Goulart e o elenco de Pout-PourRir prestam, em cena, uma última homenagem à Dercy.

Deus é um apelido. Ele pra mim não existe. O que existe é a natureza. Deus é fantasma, mas a natureza é a verdade.


— Dercy Gonçalves
Filmografia
• 1943 - Samba em Berlim
• 1944 - Abacaxi Azul
• 1944 - Romance Proibido (Dercy)
• 1946 - Caídos do Céu (Rita Naftalina)
• 1948 - Folias Cariocas
• 1956 - Depois Eu Conto
• 1957 - A Baronesa Transviada (Gonçalina / Baronesa)
• 1957 - Absolutamente Certo (Bela)
• 1957 - Feitiço do Amazonas
• 1958 - Uma certa Lucrécia (Lucrécia)
• 1958 - A Grande Vedete (Janete)
• 1959 - Cala a Boca, Etelvina (Etelvina)
• 1959 - Entrei de gaiato(Anastácia da Emancipação)
• 1959 - Minervina Vem Aí (Minervina)
• 1960 - A Viúva Valentina (Valentina)
• 1960 - Dona Violante Miranda (Violante Miranda)
• 1960 - Com Minha Sogra em Paquetá
• 1960 - Só Naquela Base
• 1963 - Sonhando com Milhões
• 1970 - Se Meu Dólar Falasse
• 1980 - Bububu no Bobobó
• 1983 - O Menino Arco-Íris
• 1993 - Oceano Atlantis
• 2000 - Célia & Rosita (curta-metragem)
• 2008 - Nossa Vida Não Cabe Num Opala
Televisão
• 1966: Dercy Espetacular - programa de variedades (Globo)
• 1968: Dercy de Verdade - programa de variedades (Globo)
• 1971: Dercy em Famlia - programa de variedades (Record)
• 1971: Família Trapo - participação como a namorada de Bronco (Record)
• 1980: Cavalo Amarelo - Dulcinéa (Rede Bandeirantes - Troféu Imprensa de Melhor Atriz, empate com Dina Sfat)
• 1980: Dulcinéa vai à guerra - Dulcinéa (Rede Bandeirantes)
• 1984: Humor Livre (Globo)
• 1989: Que Rei Sou Eu? - Baronesa Eknésia (participação especial) (Globo)
• 1990: La Mamma - Mamma (Globo)
• 1992: Deus nos Acuda - Celestina (Globo)
• 1994: Brasil Especial (Globo)
• 1996: Caça Talentos - Miss Dayse (Globo)
• 1996: Sai de Baixo - Mãe de Vavá e Cassandra (participação especial) (Globo)
• 2000: Fala Dercy (SBT)
• 2001: A Praça é Nossa - participações como ela mesma (SBT)
Frases célebres


• Quem me criou foi o tempo, foi o ar. Ninguém me criou. Aprendi como as galinhas, ciscando, o que não me fazia sofrer eu achava bom.
• Tudo que passou, acabou. Eu sobrevivi.
• O ontem acabou. Não tenho mágoa de nada e nem saudade de nada. Vivo o hoje. Tenho alegria de viver, adoro a vida". - Dercy Gonçalves, falando sobre a vida
• Eu já fui acusada de tudo. Eu era "negrinha" [sua avó era negra], menina de rua, mas nada disso me atingiu porque eu não sabia o que era o mundo. Não tinha nem amigos. Passeava na rua e era perseguida com 7, 10 anos, porque o negro é perseguido há séculos. - Dercy Gonçalves sobre a infância.
• Não acredito em santo nenhum. Minha religião é a natureza. Deus é um apelido. Ele pra mim não existe. O que existe é a natureza. Deus é fantasma, mas a natureza é a verdade.
• Não podia levantar o braço na passarela. Arriei e fui dançando e cantando. Tinha os seios lindos naquela ocasião. Mostrei. Houve gritaria, escândalo, mas por quê? Os seios são a coisa mais linda na mulher". - Dercy Gonçalves, sobre ter mostrado os seios durante desfile em sua homenagem no carnaval carioca, aos 84 anos.
Referências
1. ↑ Gonçalves, Dercy (1907). Enciclopédia Itaú Cultural (11 de outubro de 2007). Página visitada em 20 de julho de 2008.
2. ↑ 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 2,6 Morre Dercy Gonçalves aos 101 anos. Portal G1 (19 de julho de 2008). Página visitada em 20 de julho de 2008.
3. ↑ Dercy Gonçalves completa 100 anos neste sábado. Brasil Online (22 de junho de 2007). Página visitada em 20 de julho de 2008.
4. ↑ Daniella Machado (19 de julho de 2008). Morre no Rio Dercy Gonçalves. Globo.com. Página visitada em 20 de julho de 2008.
5. ↑ Governo do estado do Rio decreta luto oficial de três dias pela morte de Dercy Gonçalves. O Globo (19 de julho de 2008). Página visitada em 20 de julho de 2008.
6. ↑ 6,0 6,1 Valmir Santos, Paulo Sampaio (Folha de S.Paulo) (23 de abril de 2007). A vida secreta de Dercy Gonçalves, 100. Brasil Online. Página visitada em 20 de julho de 2008.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

Lapida


LAPIDA

MEUS SONHOS
SONHOS DO PASSADO
SONHOS DE AGORA
ELES, NÃO PARAM
SÃO LINDOS
VÃO ESTAR COMIGO
PARA SEMPRE
SOU UMA GRANDE SONHADORA
VAMOS SONHEM COMIGO
VAMOS
SONHEM
QUANDO DESAPARECEM
PESSO AOS CÉUS
QUE OS TRANGAM DE VOLTA
REPLETO DE AMORES
HEIROS E CORES .
TE ESPERO
TE QUERO
NÃO ME DEIXE
POR FAVOR
NÃO.
09/02/2008

sábado, 4 de agosto de 2007

Claudia Poeta

O espelho traduz a alma e simplifica os desejos de maneira honrosa.